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Conheça os benefícios da castanha-do-pará

A castanha-do-pará (ou castanha do Brasil) é uma semente do mesmo grupo das nozes, amêndoas e outras oleaginosas. Ela é rica em gorduras boas, minerais e fitoquímicos e tem elevado valor nutritivo.

Este alimento contém substâncias antioxidantes abundantes, especialmente selênio. Uma única castanha fornece quase 100 mcg de selênio, que corresponde a 150% da dose diária recomendada. As castanhas possuem compostos fenólicos e flavonoides e são ricas em vitamina E, fitosteróis e esqualeno. Seus efeitos benéficos são devido à sua ação antioxidante e antiproliferativa, o que reduz o risco de aterosclerose e câncer.

A castanha-do-pará ainda é importante para a saúde do sistema cardiovascular, ajuda a baixar o colesterol, é boa para a imunidade e ativa o metabolismo da tireoide.

A castanha-do-pará é fonte de potássio. Os benefícios deste nutriente vão desde o controle da pressão arterial até a diminuição do risco de doenças cardiovasculares, e também diminui a excreção de cálcio pela urina. O alimento também conta com fósforo, que é bom para a saúde dos ossos.

Essa castanha ainda contém alto teor de glutationa peroxidase, um poderoso antioxidante, que beneficia a saúde de várias formas: reforça o sistema imunológico, protege contra doenças cardiovasculares, tem ação anticancerígena, ativa o metabolismo da tireoide. O ômega 9 também está presente em boas quantidades na castanha-do-pará.

Os antioxidantes ajudam a controlar a produção de radicais livres e também colaboram para a imunidade, o que se reflete em um risco menor de contrair câncer.

Benefícios da castanha-do-pará
Boa para o coração: Por seu alto teor de ômega-9 e por fornecer antioxidantes diversos como vitamina E, selênio, glutationa e esqualeno, a castanha age na saúde cardiovascular. Por ter ação antioxidante e ainda ser rica em gorduras insaturadas, a castanha-do-pará favorece a saúde do coração, reduzindo o colesterol ruim, LDL, e aumentando os níveis do colesterol bom, HDL.

Protege o cérebro: Vitamina E, selênio e ômega-9 ajudam na memória e raciocínio, e estes antioxidantes, presentes na castanha-do-pará, protegem os neurônios das ações negativas dos radicais livres, podendo contribuir na prevenção de doenças cerebrais degenerativas como Alzheimer e Parkinson.

Bom para a tireoide: A tireoide depende de alguns minerais para o seu perfeito funcionamento, principalmente selênio, zinco e iodo. Eles fazem parte de reações bioquímicas que permitem a produção dos hormônios tireoidianos. Muitas vezes o hipotireoidismo inicial pode ser corrigido com um nível ideal destes minerais. A castanha-do-pará se torna uma aliada da tireoide por conter boas quantidades de selênio.

Melhora a imunidade: Selênio, vitamina E e glutationa são potentes antioxidantes que ajudam a controlar a produção de radicais livres e colaboram para a imunidade, o que se reflete em um risco menor de contrair câncer.

Quantidade recomendada de castanha-do-pará
Por ser um alimento muito denso em nutrientes e para obter os benefícios sem correr o risco de ingerir um excesso de selênio, uma a duas castanhas por dia são suficientes. Cada castanha pesa aproximadamente 5 gramas. Fique pelo menos dois dias da semana sem consumir este alimento para evitar um excesso de selênio.

Riscos do consumo excessivo
Consumir além de quatro a seis castanhas-do-pará pode ser prejudicial para a saúde. Isto porque esta quantidade do alimento possui entre 200 e 300 mcg de selênio, um pouco abaixo recomendação diária máxima de selênio (400 mcg). O consumo ocasional de uma quantidade maior não vai causar nenhum problema, o que complica é o consumo crônico de altas quantidades da castanha. Pode ocorrer uma overdose de selênio que leva a uma condição tóxica conhecida como selenose. Os sintomas deste problema são náuseas, vômitos, dor abdominal, fadiga, irritabilidade, descamação das unhas, perda de cabelo, mau hálito, distúrbios gastrointestinais e danos ao sistema nervoso.

Como consumir a castanha-do-pará
A melhor maneira de consumir a castanha-do-pará é in natura e sem sal, para evitar um excesso de sódio. A castanha deve estar fresca e sem ranço e é interessante adquirir as versões que já vem embaladas. Isto porque as versões à granel tem maior risco de contaminação, pois são manipuladas por várias pessoas e nem sempre há o controle de validade e exposição do ambiente.

Além disso, a umidade no local onde a oleaginosa é armazenada pode aumentar o risco da proliferação de fungos no alimento, como o Aspergillus flavus e o Aspergillus parasiticus, que produzem substâncias tóxicas.

Se não tiver outra alternativa para a venda à granel, prefira comprar em locais em que a rotatividade do produto é alta e se informe sobre o dia da semana em que o produto novo é entregue e faças as compras neste dia.

Interações
A castanha-do-pará contém algum ácido fítico, substância que poderia interferir na absorção de outros minerais. O ácido fítico também está presente em inúmeros alimentos como nozes diversas, amendoim, sementes, feijão e grãos, cereais, tubérculos e folhas verdes. Esta é a forma com que os vegetais armazenam o fósforo, um mineral essencial para a produção de energia. Apesar de sua aparente desvantagem, o ácido fítico é semelhante em alguns aspectos a uma vitamina, e metabólitos do ácido fítico têm funções necessárias nas células.

Os estudos sugerem que o ácido fítico confere propriedades protetoras contra doenças cardiovasculares, câncer e diabetes. Portanto, a quantidade recomendada de castanha-do-pará (duas unidades) não causará nenhum problema de absorção mineral e não há problemas em ingerir a castanha com outros alimentos.

Contraindicações
A castanha-do-pará só não é indicada para pessoas que têm alergia a este alimento.

Onde encontrar
A castanha-do-pará pode ser encontrada em supermercados, mercados, hortifrútis e lojas de produtos naturais.

Consultoria: Dra. Tamara Mazaracki, nutróloga (CRM 52301716/RJ)

Fonte: Minha Vida

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