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10 coisas que surpreendem os gringos que visitam o Brasil

Sabe aquela história de que gringo acha que o Brasil é sinônimo de samba, futebol e mulher bonita? Hoje em dia já não é mais bem assim, mas preciso dizer que já perdi as contas de quantas vezes tive que dizer que sim, tenho fogão em casa, uso papel higiênico e não tenho macacos na minha janela quando acordo…

Apesar de muita gente saber mais sobre o nosso país atualmente, especialmente depois da Copa e da Olimpíada, que atraíram um número enorme de turistas, os estrangeiros ainda veem nosso país como um “destino selvagem” a ser explorado.

Nos últimos anos, por conta do trabalho, fiz muitos amigos gringos. De todos os lugares que você pode imaginar. Inglaterra, Japão, Bélgica, Holanda, China, Itália, EUA, Espanha, Suécia… e 99% deles ama o Brasil ou a simples ideia de conhecer nossa terra.

Muitos deles têm medo de vir para cá pela primeira vez (com razão, preciso dizer), mas sempre saem encantados com as belezas naturais do país e, principalmente, com a amabilidade e hospitalidade do nosso povo.

Mas não há como negar que para muitos o choque cultural é enorme. E alguns hábitos e coisas que estão incorporadas em nosso dia a dia muitas vezes os deixam completamente perplexos. Fiz uma lista com os que mais me deparei nestes últimos anos. E, você, lembra de algum outro?

> Comanda individual
Esta é uma clássica… toda vez que levo meus amigos a um bar aqui no Brasil tenho que explicar o conceito da comanda individual. “Porque me deram este papel?” E faz sentido mesmo eles não entenderem… não me lembro de nenhum outro lugar que tenha visitado que use este sistema de cobrança. Na maior parte dos países, você pede sua bebida e paga na hora, no balcão mesmo. Outra coisa comum entre os estrangeiros é pagar a rodada para os amigos. Assim, cada um paga uma rodada e, no fim da noite, teoricamente, todos pagaram o mesmo (mas tenho que confessar que conheço amigos brasileiros que gostam de pagar no começo ou no fim da noite, quando tem menos gente no grupo, hahaha).

> Abacate
Não sei vocês, mas eu cresci comendo abacate com leite e açúcar (ou, aiiiii, leite condensado), como sobremesa. E sempre achei super normal. Não para os gringos. Abacate para eles é para se comer com sal. Seja em forma de guacamole na culinária mexicana, em hossomakis, no Japão, ou em torradas e sanduíches, nos EUA ou na Escandinávia. Já vi tanta gente fazendo careta quando ofereci uma “abacatada” de sobremesa… mas no final eles sempre aprovam.

> Pontualidade
Bem, vamos combinar que pontualidade não é o forte dos brasileiros. Se o compromisso não for de trabalho, então, marcar uma hora pode ser uma questão meramente pro-forma. Para os gringos, se um jantar está marcado às 20h é porque ele começa às 20h. Para nós, é mais à partir das 20h… Se for uma festa, então, nem se fala. Quantas vezes você foi convidado para uma festa às 21h e chegou na hora marcada? Ninguém quer chegar numa festa vazia, né? Sempre fui pontual, mas depois de tantos anos convivendo com estrangeiros aprendi a deixar o relógio sempre acertado 😉

> Troco
“Não tem trocado? Estou sem troco…” Quantas vezes por dia você não escuta isso aqui no Brasil? Pagar uma conta que deu menos de R$ 20 com uma nota de R$ 100 então… nem pensar! Os estrangeiros simplesmente não entendem o motivo. Lembro uma vez que um me perguntou se a gente não fabricava moedas suficientes, hahaha. Realmente não sei explicar o motivo disso, mas é um fato. Tanto que toda vez que viajo fico acanhada de dar notas grandes para pagar contas menores e sempre me surpreendo quando recebo o troco como se fosse a coisa mais normal do mundo.

> Cerveja
Quem nunca foi para a Alemanha ou para a Inglaterra e achou a cerveja quente? Pois é, para os gringos é exatamente o contrário. Eles acham a cerveja brasileira super gelada. E adoram! Acham engraçado quando alguém pergunta ao garçom qual está mais gelada antes de escolher a marca e adoram que as garrafas ficam em baldes de gelo ou naqueles protetores com isopor para se manter geladas enquanto estão na mesa.

> Enterros
Taí outra coisa que os estrangeiros não entendem muito bem… no Brasil é comum uma pessoa ser enterrada mais ou menos 24 horas depois de morrer, enquanto na maioria dos outros países este processo é mais demorado (bem mais em alguns casos). Estava na Austrália há alguns anos quando perdi minha avó. E lembro que uma amiga holandesa que estava comigo não entendia porque não daria tempo de eu chegar ao Brasil para o enterro. Eles acham curioso como tudo “se resolve” de maneira bem mais rápida por aqui.

> Beijos
Você já deve ter ouvido falar que os gringos acham o povo brasileiro caloroso. Gostamos de tocar uns nos outros, ficamos perto uns dos outros e somos super beijoqueiros. Pelo menos é o que eles acham! Sim, os franceses também se cumprimentam com beijinhos, mas aqui no Brasil é comum a gente sair beijando todo mundo, logo depois de ser apresentado. Nada de aperto de mão, aqui a gente vai direto na bochecha! E os gringos acham super divertido. E não entendem direito porque em São Paulo se dá um beijinho, no Rio são dois, eu outros lugares até três… Mas ninguém reclama 

> Banheiro
Lugar de lixo é no lixo, certo? E de papel higiênico também, certo? Bem, não para os gringos… eles estão acostumados a descartar o papel higiênico no vaso sanitário e simplesmente não entendem a gente ter um cesto de lixo para fazer isso. Já expliquei para vários deles, mas não adianta. Eles acham nojento e pouco higiênico _o que eu concordo totalmente. E confesso que toda vez que volto do exterior demoro alguns dias pra me reacostumar e quando vejo, já foi… papel no vaso 

> Flanelinhas
Este é outro conceito difícil de entrar na cabeça de muitos estrangeiros que visitam o Brasil. Dar dinheiro a alguém que supostamente irá dar aquela olhadinha em seu carro, que está estacionado na rua… As perguntas são várias. Por que não parar num estacionamento já que é para gastar dinheiro? Por que eles dizem que vão olhar o carro e quando a gente volta eles não estão mais no lugar? Eles trabalham para quem? Outra coisa que eles acham estranho no trânsito são os ambulantes que vendem de ventilador a chocolate e fazem números de circo no farol. É, se a gente parar pra pensar é um pouco estranho mesmo…

> Praia
Eu já desisti. Não vou mais à praia com meus amigos gringos. A não ser que eles tenham como voltar pra casa ou pro hotel sozinhos, quando quiserem, não vou mais. Eles simplesmente não conseguem entender nosso comportamento na praia. Chegar cedo, ficar lagarteando no sol, comendo, bebendo, nadando, caminhando, batendo uma bola e ir embora só no fim do dia, na hora de fazer aquele famoso “almojanta”. Uma vez fui à praia com uma amiga holandesa. Mega perrengue pra chegar. Depois de quase uma hora finalmente chegamos, nos instalamos e juro, 15 minutos depois ela vira pra mim e fala: “Vamos?”.  Oi? Pois é… E o amigo inglês que foi para a praia de cueca? Sempre tem o povo que vai de tênis, os que não levam protetor solar… Fora que eles acham engraçadíssimo a gente deitar na praia na direção do sol e ir se virando junto com ele. Enfim, praia como a gente, só a gente! 

Por: Tatiana Cunha

Fonte: Veja.com

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