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Luta contra a AIDS: Os números do vírus HIV no país

01 de dezembro é marcado pelo Dia Mundial de Luta contra a Aids. E em razão da data, o Ministério da Saúde revelou números inéditos sobre a doença no Brasil. Segundo foi divulgado, cerca de 112 mil pessoas no país são portadoras do vírus HIV, porém não sabem. 260 mil sabem do seu diagnóstico, no entanto não iniciaram o tratamento, e 455 mil estão em tratamento.

Outro dado preocupante em relação ao HIV é que a contaminação aumentou em todas as faixas etárias do público masculino jovem. Entre 20 a 24 anos, a taxa dobrou entre 2005 e 2015. Os números passaram de 16,2 casos por 100 mil habitantes para 33,1 casos por 100 mil. Atualmente, para cada 1 caso de mulher com o vírus há 3 casos de homens.

Os números do vírus HIV no Brasil
Segundo a diretora do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Adele Benzaken, do total de 455 mil pessoas com Aids em tratamento no país, 410 mil têm carga viral indetectável. Esses dados se aproximam da meta da UNAIDS para 2020, de que 90% das pessoas em tratamento apresentem carga viral indetectável, visando o fim da epidemia em 2030. “Pessoas com esta redução da carga viral têm melhor qualidade de vida e a transmissão é quase anulada”, explicou Adele.

Confira abaixo, outros dados sobre o cenário atual do HIV no país:

A transmissão do HIV de mãe para filho caiu 36% de 2010

De 2010 a 2015, a taxa de detecção de HIV em gestantes para cada 1000 nascidos vivos teve um aumento de 2,1 para 2,7. Essa maior detecção resultou em uma diminuição na infecção dos bebês. Para cada 100 mil habitantes, houve uma queda de 3,9 para 2,5.

A mortalidade pela doença diminuiu 42%

O maior número de diagnósticos e a ampliação dos tratamentos, juntamente com o aperfeiçoamento das terapias antivirais, proporcionaram uma diminuição no número de óbitos: De 9,7, para cada 100 mil habitantes foi de 9,7, em 1995, para 5,6 em 2015.

Os jovens de 18 a 24 anos continuam sendo o grupo mais vulnerável no tratamento
Apenas 57% dos jovens desta faixa estão em tratamento. Adele Schwartz apontou algumas hipóteses para isso: “O serviço de saúde não está preparado para uma atenção específica para os jovens. Talvez nos últimos anos, tenhamos perdido a forma de nos comunicar com eles. Por isso estamos buscando iniciativas com youtubers e aplicativos, por exemplo. Outra hipótese é a da negação psicológica da condição sorológica”, disse.

Estados que mais apresentam taxas de infecção

Amazonas, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Rio de Janeiro são os estados com maiores taxas de infecção na combinação de indicadores do HIV, como infecções e mortalidade.

Fonte: Doutíssima

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