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Reajuste salarial de vereadores pode chegar a 90% e revolta população no Cariri

Menos de duas semanas após a realização das eleições municipais, que elegeram vereadores e prefeito, moradores de algumas cidades já se mostram insatisfeitos com a postura de alguns parlamentares. Em meio a política de equilíbrio e corte de gastos, a Câmara de Vereadores  de Santana do Cariri, votou e aprovou o projeto que aumenta o salário dos parlamentares em mais de 40%.

A votação aconteceu na manhã de hoje (13) e contou com seis votos favoráveis a um contra, do vereador Vicente Brilhante. Com o reajuste, os vereadores da cidade que conta com pouco mais de 18 mil habitantes passa de R$ 4.600,00 para R$ 6.500,00. A medida deveria ter sido votada no dia 30 de setembro, mas universitários, professores e a população em geral compareceram ao local pressionando o legislativo a não prosseguir com a proposta.

A votação desta quinta-feira ocorreu sem a presença dos vereadores Luiz Paulo, Pedro Salviano e Gilvaneide (candidata à vice-prefeita pela oposição). O vereador Zé Wilson saiu antes do final da sessão. Segundo a Lei Orgânica do município, esta proposta só poderia ser votada em até 30 dias que antecedessem as eleições, sendo caracterizada como arbitrária.

Mobilização
Em Quixeramobim, na região Central do Estado, vereadores tentaram aumentar os próprios salários de R$ 6 para R$ 8 mil. No entanto, a população se mobilizou e conseguiu revogar a votação. Caso aprovada fosse, os gastos apenas com pagamento aos 15 vereadores chegaria a R$ 120 mil por mês, totalizando quase R$ 1,5 milhão ao ano.

Reajuste de quase 90%
Já em Iguatu, no Centro-Sul cearense, vereadores votaram reajuste salarial de quase 90%.  A votação aconteceu em sessão realizada antes das eleições municipais. Com o reajuste na cidade iguatuense, os salários passam de R$ 4.800 para R$ 9 mil.

O vereador reeleito Marconi Filho, explicou que a confirmação do reajuste depende da aprovação do Tribunal de Contas do Município, que atualmente analisa o caso. “Nós vereadores estamos como defasagem de 12 anos. Caso não seja aceito pelo Tribunal, passarão a ser 16 anos sem nenhum aumento”, acrescenta o parlamentar.

O vereador Mário Rodrigues, também reeleito, considerou justo a medida. “ Não chamo isto de aumento, mas de um reajuste, já que estamos há vários anos sem realizar uma adaptação do nosso salário”, afirmou. “Os valores serão reajustados no  percentual que corresponde à inflação registrada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) neste período onde não tivemos o reajuste”, concluiu.

Nas redes sociais, internautas começam a se mobilizar para acompanhar a análise do Tribunal de Contas do Município.

ANDRÉ COSTA
COLABORADOR

Fonte: Diário do Nordeste

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