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Para Lula, vazamento de indiciamento mostra que processos "não são sérios"

Em mensagem divulgada na tarde desta quarta-feira (5) nos canais oficiais de Luiz Inácio Lula da Silva na internet, a defesa do ex-presidente criticou a divulgação para a imprensa do seu indiciamento no caso de contratos da Odebrecht em Angola. Para a defesa, o fato mostra que falta seriedade às investigações da Polícia Federal. A defesa do ex-presidente disse que ainda não tinha conhecimento do conteúdo do processo.

"A defesa do ex-presidente irá analisar o documento da Polícia Federal, vazado para a imprensa e divulgado com sensacionalismo antes do acesso da defesa, porque essa prática deixa claro que não são processos sérios de investigação, e sim uma campanha de massacre midiático para produzir manchetes na imprensa e tentar destruir a imagem do ex-presidente mais popular da história do país", diz a nota.

O indiciamento por suspeita de crime de corrupção em contratos da construtora Odebrecht em Angola firmados com a empresa Exergia, de Santos (SP), vazou nesta quarta-feira. O indiciamento de Lula, por corrupção passiva, ocorre no âmbito da Operação Janus, que investiga contratos da Exergia, de propriedade do empresário Taiguara Rodrigues dos Santos.

Taiguara seria uma espécie de sobrinho adotivo de Lula. Ele é filho de Jacinto Ribeiro dos Santos, o Lambari, amigo de Lula e irmão da primeira mulher do ex-presidente. A Polícia Federal entendeu que os contratos de Taiguara com a Odebrecht só aconteceram em razão da proximidade dele com Lula e da intervenção direta do ex-presidente.

Leia a íntegra da nota da defesa de Lula:

"O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem sua vida investigada há 40 anos, teve todas as suas contas e de seus familiares devassadas, seu sigilo bancário, fiscal e telefônico quebrado e não foi encontrada nenhuma irregularidade. Lula não ocupa mais nenhum cargo público desde 1º de janeiro de 2011, e sempre agiu dentro da lei antes, durante e depois de ocupar dois mandatos eleitos como presidente da República. A defesa do ex-presidente irá analisar o documento da Polícia Federal, vazado para a imprensa e divulgado com sensacionalismo antes do acesso da defesa, porque essa prática deixa claro que não são processos sérios de investigação, e sim uma campanha de massacre midiático para produzir manchetes na imprensa e tentar destruir a imagem do ex-presidente mais popular da história do país".

Fonte: UOL

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