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La Niña pode perder força e alongar estiagem no CE, diz Funceme

Um fenômeno que influencia as chuvas no Ceará, o La Niña, pode "perder forças" entre março e abril do próximo ano. Isso pode resultar no sexto ano seguido de seca. Essa é a análise da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme).

Os dados da Funceme mostram que, nos próximos meses, as chuvas só estão sendo esperadas para dezembro e janeiro, com a pré-estação. "Ela começa normalmente com chuvas no sul do estado: região do Cariri e vizinhanças. Então para dezembro e janeiro esperamos, como pré-estação, chuvas nesta região”, explica o meteorologista da Funceme, Raul Fritz.

A Funceme ainda não sabe dizer se 2017 vai ser um ano de chuvas fortes ou seca. Havia a expectativa de que o fenômeno pudesse melhorar o quadro. As previsões, entretanto, não animam os meteorologistas.

"Existe ainda a possibilidade de que o fenômeno possa ter uma vida mais curta e possa, por exemplo, não mais existir por volta de meados de março do ano que vem. Então o efeito benéfico que ele traria a gente pode não contar com ele, diante dessa possibilidade”, analisa o especialista.

Situação hídrica
O Ceará tem hoje 89 açudes com menos de 10% da capacidade. Esse cenário uma preocupação a mais para quem já sabe o que é viver sem água. A dona de casa Ana Célia Alves está há vários dias sem água em casa, onde mostra que há vasilhas secas e sujas. "Há vários dias não temos sequer um farelo de água. Nem para gente cozinhar”, conta, desapontada.

O Açude Jaibaras com 11% foi o que afetou o fornecimento de água para alguns moradores da cidade de Sobral. É o que conta o  assessor do Serviço de Água e Esgoto da cidade (Saae), Jocélio Neves.

"Infelizmente ocorreu uma queda no nível de água do Rio Jaibaras, o que acabou prejudicando o fornecimento de água na cidade. Esse trabalho já foi normalizado, tanto a adutora como o nível de água está normalizado", assegurou.

A falta de água não restringe a Sobral. Milhares de famílias sofrem com a falta de água em todo o Ceará. Já são cinco anos seguidos de estiagem. Segundo a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) dos 153 açudes cearenses monitorados, 89 estão com volume abaixo de 10%. Parte do Ceará atingiu o nível de seca excepcional. É o mais drástico na escalada estiagem da Agência Nacional das Águas (ANA).

Fonte: G1 CE

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