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Senadora Kátia Abreu deverá ser expulsa do PMDB após apoiar Dilma

Fiel escudeira da presidente afastada Dilma Rousseff, a senadora Kátia Abreu (PMDB-GO) está a um passo de ser expulsa de seu partido. Ela é alvo de processo na Comissão de Ética do PMDB desde abril deste ano por ter permanecido no ministério de Dilma Rousseff após o PMDB romper com o então governo da petista, hoje afastada. A conclusão do caso deve sair nos próximos dias com seu desligamento da legenda.

O sentimento na cúpula do PMDB é que ela está batendo demais no governo do presidente interino Michel Temer para defender Dilma. No final de junho, Kátia substituiu José Pimentel (PT-CE) na comissão especial do Senado que analisa o processo de impeachment. A troca foi feita pelo PT para que a aguerrida amiga de Dilma Rousseff fizesse sua defesa no colegiado.

Em sua primeira aparição na comissão, Kátia Abreu repetiu os argumentos da defesa da presidente afastada de que não há operação de crédito nas pedaladas fiscais e não economizou nas críticas a Temer, responsável por sua filiação ao PMDB.

Os ataques a Temer desagradaram profundamente a cúpula peemedebista, que deu o sinal verde para que fosse acelerado o processo de expulsão de Kátia Abreu. No mesmo período em que o processo de Kátia foi protocolado, outros peemedebistas também foram alvo, como os ex-ministros Marcelo Castro, Celso Pansera e Mauro Lopes. O caso deles, no entanto, deve ficar adormecido por enquanto.

— Os outros processados voltaram a se enquadrar no partido, então os processos deles vão andar a passos de tartaruga. O da Kátia vai voar porque as atitudes dela não condizem com a de um filiado ao PMDB — afirmou ao GLOBO um cacique do partido.

A representação contra Kátia foi encaminhada em abril deste ano pelo presidente nacional do PMDB, Romero Jucá, à Comissão de Ética do partido, por "desobediência às decisões do Diretório e da Convenção Nacional do PMDB". O pedido de expulsão partiu do diretório da Bahia.

No despacho à comissão, Jucá pediu "o processamento das representações com a maior rapidez possível para a satisfação da base partidária e dos representados". Isto ocorreu uma semana após o PMDB anunciar, por aclamação, o desembarque do governo Dilma. Na ocasião, ficou decidido que membros do partido não estariam autorizados a exercer cargos no governo federal.

Kátia Abreu, que foi ministra da Agricultura de Dilma, depôs à comissão do impeachment como testemunha de defesa. Em audiência esta semana, a ex-ministra fez uma defesa enfática da petista e acusou o governo Temer de fraudar um déficit fiscal alto para usar R$ 50 bilhões para “garantir o impeachment”.

— Gostaria muito de ver, na boca de algumas pessoas por aqui, sobre a fraude dos R$ 170 bilhões, para guardar R$ 50 bilhões para garantir o impeachment. Estamos vendo uma fraude de R$ 170 bilhões, que todos os economistas no Brasil já comentam que R$ 50 bilhões foram para garantir a aprovação do impeachment —, afirmou Kátia, na ocasião.

Fonte: O Globo

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