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Rui Falcão admite o retorno de Dilma Rousseff à presidência

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, desembarcou no início da tarde desta sexta-feira em Fortaleza, onde participa, neste sábado, de encontro do diretório municipal do partido que poderá discutir o lançamento de candidatura própria da sigla à Prefeitura da Capital. Até a noite de sexta-feira, o grupo ligado ao governador Camilo Santana tentava adiar a decisão sobre candidatura própria neste sábado.

Na chegada, Falcão também comentou as novas estratégias de defesa da presidente afastada Dilma Rousseff, no processo de impeachment que tramita no Senado, após a divulgação de áudios gravados pelo ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, de conversas com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e com o ex-senador José Sarney (PMDB-AP).

"Estamos dialogando também com os senadores. Vários deles votaram, na primeira fase, apenas pela admissibilidade do processo, mas vão examinar as provas, vão ver nossa defesa e eu tenho muita confiança de que é possível reverter (o impeachment)", afirmou o dirigente petista. Falcão voltou a defender que Dilma não cometeu crime de responsabilidade e que é vítima de um " golpe". Segundo o presidente nacional do PT, "cada dia fica mais evidente que o 'golpe' foi financiado e que tinha o objetivo de acabar com a 'Operação Lava-Jato'".

No dia 12 de maio, Dilma foi afastada, por até 180 dias, pela decisão de 55 senadores favoráveis à abertura do processo de impedimento. Outros 22 senadores votaram contrariamente à admissibilidade do impeachment. Como são necessários os votos de 54 dos 81 senadores para o afastamento definitivo da petista, em julgamento previsto para o início de agosto, para a absolvição da presidente afastada, pelo menos, dois senadores precisariam votar de modo diferente na fase final.

Ao ser questionado se o partido já trabalha com os nomes dos senadores que votaram a favor da admissibilidade do impeachment, mas que poderiam mudar de voto no julgamento final, Falcão desconversou. "Eu prefiro não ficar listando as pessoas. Elas estão sendo procuradas pelos nossos senadores, pelos representantes dos movimento sociais e eu tenho a expectativa de que não tendo a presidenta cometido nenhum crime, essa injustiça será reparada", disse.

Ele avaliou ainda que "alguns dos movimentos que foram às ruas (pedindo o impeachment), foram, inclusive, segundo dizem, financiados por partidos políticos, o que é vedado pela lei eleitoral". De acordo com Falcão, o partido deve manter a participação em mobilizações contra o afastamento de Dilma e fará ferrenha oposição ao presidente interino Michel Temer (PMDB).

"Nós vamos lutar para que o golpe seja revertido, com as palavras de ordem: 'Fora Temer', 'Não ao Golpe', 'Nenhum direito a menos'", enumerou.

Falcão, logo depois chegar em Fortaleza foi conversar com o governador Camilo Santana. A sucessão de Fortaleza estava na pauta, mas eles não deram entrevistas sobre o assunto.

Fonte: Diário do Nordeste

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