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15 segredos que os cirurgiões não contam

Eles nos cortam, removem tumores, refazem as formas do corpo, nos dão novos órgãos. Mas, apesar de entregarmos nossa vida aos bisturis dos cirurgiões, muitos de nós sabemos mais a respeito dos profissionais que cortam nossos cabelos do que sobre aqueles que “abrem” nosso corpo. Você sabia, por exemplo, que alguns recebem “incentivos” para escolher determinado equipamento em suas cirurgias ou prescrever menos dias de internação no pós-operatório? Use as dicas abaixo, colhidas de profissionais tão renomados quanto sinceros, para ser um paciente mais sagaz e mais saudável.

Escolha o melhor cirurgião
1 “Ninguém acerta 100% das cirurgias, só quem não opera. Mas, se você, em um grande hospital em que atuam 40 cirurgiões, ouve os profissionais repetindo o nome de um determinado médico e descobre que ele realiza um número considerável de cirurgias, isso sinaliza que ele é bom no que faz.”
Dr. Jorge Ribas Timi,
cirurgião vascular e endovascular do Instituto da Circulação (Curitiba) e advogado atuante em Direito Médico

2 “A indicação de um cirurgião por parte de seu médico particular pode ser duvidosa. O costume entre os profissionais é indicar um primo, um cunhado, um amigo a quem se deve algum tipo de favor.”
Dr. Maurício Peregrino,
cirurgião em Criciúma (SC) e autor de Verdades e mentiras sobre médicos,entre outros livros

Antes de ir para a sala de cirurgia...
3 “As pessoas chegam ao hospital para uma cirurgia e não sabem se ele é bem equipado e como vão ser os cuidados no pós-operatório, um período em que os riscos de infecções e outros problemas graves são grandes. Não adianta operar com o Dr. Fulano, um grande especialista, e não ter os devidos cuidados depois da cirurgia. Você deve perguntar sobre o pós-operatório bem antes de ir para o centro cirúrgico.”
Dr. Maurício Peregrino

4 “Um processo muito importante é ‘marcar o lado’ do órgão que será operado. Esse procedimento deve ser feito – pelo médico – antes que o paciente saia do quarto para o centro cirúrgico. O acompanhamento de um familiar do paciente nesse momento é indispensável para reduzir o risco de erros.”
Dr. S.A.,
cirurgião e gestor hospitalar em São Paulo

O que os cirurgiões não gostam… Que você saiba
5 “Os pacientes, muitas vezes, estão sedados, mas ouvem tudo o que falamos na sala de cirurgia. Depois, nos descrevem o que ouviram enquanto imaginávamos que eles estivessem dormindo. Por isso, sempre tomo cuidado com tudo o que digo, por mais demorada que seja a cirurgia.”
Dr. Bruno Zilberstein,
cirurgião em São Paulo e autor de 17 livros, entre eles Cuidados pré e pós-operatórios em cirurgiadigestiva e coloproctologia

6 “Um colega cirurgião, uma vez, me chamou para mostrar a cicatriz em uma paciente que ele havia operado de apendicite. A incisão não tinha mais do que dois centímetros. Naquele tempo, seria impossível realizar aquela cirurgia dessa forma, ou seja, foi uma farsa. A paciente estava feliz porque poderia usar biquíni e o colega ria à toa. A frequência de cirurgias desnecessárias é bem maior do que se imagina.”
Dr. Maurício Peregrino

A cirurgia é mesmo necessária?
7 “Quando surge uma novidade na medicina, o uso se espalha rápido. Os fabricantes de equipamentos enviam para os médicos estudos sobre as vantagens dos seus produtos. Os stents são um exemplo disso. Hoje, o paciente recebe um stent; daqui a um ano, outro e mais outro em sequência. Na verdade, a maior parte desses casos deveria ter sido tratada ou com uma cirurgia conservadora ou apenas com medicação e acompanhamento médico. Os stents acabam se deteriorando com o tempo e criam novos problemas.”  
Dr. Lauro Sérgio Pereira,
cardiologista no Hospital Barra d’Or, no Rio de Janeiro, e autor de Nem todos os médicos são deuses

8 “Lutamos, nas faculdades e nos cursos de atualização, para evitar que as operações de fimose sejam feitas em crianças. A maior parte desses casos se resolve espontaneamente, sem cirurgia. Nos Estados Unidos, eles operam todos os casos, por interesse puramente financeiro. Como nossa medicina está muito próxima à dos americanos, acabamos reproduzindo essa tradição cultural. Mas a operação não é realmente necessária, ainda que as próprias famílias resistam a essa noção.”                                                            
Dr. Clécio Piçarro,
cirurgião pediátrico e professor do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais

Fique seguro após a cirurgia
9 “O prontuário médico é um documento que contém todas as informações relacionadas ao paciente durante sua internação: história clínica, exame físico, prescrição de medicamentos, informações relacionadas à evolução diária, resultado de exames, relato cirúrgico, etc. E o paciente tem acesso irrestrito a esse documento.”
Armando de Oliveira e Silva,
presidente do Colégio Brasileiro de Cirurgiões

O que os hospitais e planos de saúde não querem que você saiba
10 “Os planos de saúde não pagam ao cirurgião pelas visitas pós-cirurgia. E, algumas vezes, distribuem premiações para o médico que prescreve menos dias de internação. Isso pode representar um risco grave para o paciente.”
Dr. S.A.

11 “Os planos pagam R$ 40 por uma consulta. O médico só tem tempo de pedir exames, tentando atender o máximo de pacientes por dia. O paciente faz os exames, a maior parte inúteis, e o médico se omite de tomar a decisão sobre uma cirurgia. Muitas dessas indicações atendem a interesses que não são dos pacientes.”
Dr. José Geraldo de Castro Amino,
ex-presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro

Verdades sobre equipamentos médicos
12 “Existem médicos que usam a medicina como comércio. Exigem a compra de equipamentos, como implantes, de um determinado fornecedor que cobra sobrepreços de 40% (valor extra que irá para o cirurgião). Isso encarece os custos que, no fim, pesarão no bolso do paciente. O Conselho Regional de Medicina e as comissões de ética dos hospitais estão atentos a isso.        
Dr. S.A.

Nosso lado mais humano
13 “A gente tenta criar um bloqueio para poder ajudar melhor, mas acaba sofrendo junto. Aconteceu muitas vezes de eu operar uma criança com câncer e, ao chegar em casa e ver meus filhos saudáveis, sofrer demais pensando no destino daquela criança e daquela família. Por isso, mesmo que não tenha como resolver uma situação, tento dar todo o apoio.”                      
Dr. Clécio Piçarro

Todos cometemos erros
14 “Durante uma cirurgia de histerectomia (retirada do útero), tínhamos acabado de fechar o abdome de uma paciente quando, seguindo minha rotina, perguntei quem havia tirado cada uma das três compressas que usávamos nesse tipo de procedimento. Eu tinha tirado uma, o primeiro auxiliar outra. Onde estava a terceira? No abdome da paciente. Imediatamente abrimos outra vez e retiramos. Se fosse alguém que não tivesse rotina, talvez tivesse deixado a compressa lá dentro.”
Lizette Lins,
cirurgiã e professora aposentada de Ginecologia e Obstetrícia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Cirurgia cadíaca mais segura
15 “Antes de se submeter a uma cirurgia, sempre pergunte ao médico qual é o problema e por que a cirurgia é imprescindível. Ter um bloqueio em uma artéria não significa que você tenha de “entrar na faca”, ainda mais quando não há sintomas. Muitas vezes é possível fazer um tratamento clínico, que envolve medicação, mudança de hábitos e reabilitação cardíaca.”
Dr. Carlos Eduardo F. Domingues

Fonte: Seleções

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